“A morte de Ivan Ilitch” – Relatório de Leitura

Duvido que alguém chegue a ter problemas com este livro, pois pelo menos para mim a leitura foi fluida, embora algumas vezes a linguagem fosse rebuscada.

Creio que a tradução faz com que este tipo de coisa seja amenizada ou acentuada. No caso, a minha era da década de 70, por isso dei várias “empacadas” durante a leitura.  Nada que comprometesse o entendimento do texto, entretanto, a clareza do mesmo não foi de 100%, pois minha versão foi bem datada trazendo expressões linguísticas que há muito saíram de uso corrente.

Outra coisa que vale salientar, é o tamanho da obra: trata-se de um livro muito pequeno, não se leva tanto tempo para ler. Por ter poucas páginas, seu tamanho reduzido faz com que seja fácil carregá-lo pra cima e pra baixo e isto facilita a leitura.

Eu o lia sempre que encontrava oportunidade, o que me permitiu relaxar, e encarar o livro não com o peso de ser uma “obra de Tolstói”, mas com o prazer de ser o meu companheiro nos intervalos do dia-a-dia.

“Grandes Esperanças” – Nota de Início

Vamos para uma leitura mais leve do que “Berlin Alexanderplatz”? Que tal algo mais romântico? Escolhi “Grandes Esperanças” de Charles Dickens.

Dickens é um gigante da literatura em língua inglesa. Estou ansiosa para conhecer o livro, pois já assisti ao filme, o qual aliás possui infindáveis adaptações.

Eu sou fã desta que ilustra o post. Ela é dos anos 90 e foi dirigida por Alfono Cuarón. Eu adoro a forma como ele trabalha a fotografia com variados tons de verde. Só a imagem já me desperta boas lembranças.

 

Vou aproveitar a chuva, levantar, me servir de uma xícara de chá e mergulhar em mais uma grande e imortal história de amor.

 

“Grandes Esperanças” – Charles Dickens

Aqui você encontra todos os textos sobre a obra em questão:

Nota de Início – Impressões e considerações pré-leitura.

Nota de Conclusão – Impressões e considerações pós-leitura.

Relatório de Leitura – Um diário de leitura, com as dificuldades e particularidades da leitura de cada livro. O meu dia-a-dia com o livro e com a experiência de sua leitura.

Guia de Leitura – Dicas para facilitar a leitura, o entendimento da trama, e a melhor assimilação da obra.

“Berlin Alexanderplatz” – Nota de Conclusão

BERLIN ALEXANDERPLATZ, Gunter Lamprecht, Franz Buchreiser, Elisabeth Trissenaar, 1980

 

Terminei.  Demorei algumas semanas para escrever sobre esta obra, pois creio que ainda o digeria.

Ele foi intenso, foi triste, foi forte. Se eu fosse resumí-lo  em uma palavra seria : “melancolia”. Não apenas pelo peso da história do livro, mas da minha própria. Neste momento da vida, estando acamada, o drama de Franz me tocou de forma diferente da qual teria tocado se eu estivesse saudável.

Não vou mentir, foi complexo me relacionar com este livro. Penso até que deveria ter optado por uma leitura mais leve, dada a minha atual situação, mas resolvi encarar o desafio e acabei me olhando no espelho.  Vislumbrei minhas próprias limitações e angústias. Me identifiquei com Biberkopf.

A pior parte, penso ter sido a crise de fé a qual a obra inevitavelmente induz o leitor quando atrela a história ao drama do “Livro de Jó”. Não se engane: você vai se questionar, você vai ficar impaciente e vai se remoer.  Afinal de contas, é impossível não questionar a fé quando diante da dor e do sofrimento.

No que tange a religião, é oportuno lembrar que o autor  nasceu judeu e posteriormente converteu-se ao cristianismo, o que acrescenta à obra uma outra dimensão quando lembramos que o texto sagrado ao qual se refere é comum a ambas as religiões.

Apesar da nota de sabor triste que deixou em mim, “Berlin Alexanderplatz” foi divino, foi doloroso e sobretudo libertador.

“Berlin Alexanderplatz” – Alfred Döblin

Aqui você encontra todos os textos sobre a obra em questão:

Nota de Início – Impressões e considerações pré-leitura.

Nota de Conclusão – Impressões e considerações pós-leitura.

Relatório de Leitura – Um diário de leitura, com as dificuldades e particularidades da leitura de cada livro. O meu dia-a-dia com o livro e com a experiência de sua leitura.

Guia de Leitura – Dicas para facilitar a leitura, o entendimento da trama, e a melhor assimilação da obra.

“Livro do Desassossego” – Nota de Conclusão

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Acabou. Ou não?  Explico: o mergulho proposto por Pessoa deixa marcas indeléveis na nossa forma de perceber o mundo. Uma chuva caindo ao final da tarde, não é apenas “uma chuva caindo no final da tarde”, ela passa a ser também todas as sensações que evoca. Tudo isto graças ao caráter extremamente sensível de Fernando Pessoa, o qual nos convida a uma espécie de reflexão amorosa sobre o ato de desfrutar a experiência da existência.

Há sempre um algo mais. E esta ânsia por este algo mais, por esta sensação, por esta emoção e por este sentido, não seria de certa forma o próprio motor propulsório de toda a criação do intelecto? De todo o seu expirar e respirar? Neste sentido, Pessoa quis insinuar de forma sutil, que todos os momentos são importantes, sem restrição, e que todos eles nos comunicam algo que pode à partir de uma elaboração mais cuidadosa nos fazer chegar as profundas e misteriosas verdades que cercam o existir

Isto me fez chegar a uma epifânia. A de que de certa forma este blog também é o meu “Livro do desassossego” pessoal. Minha busca por um sentido mais profundo através das sensações que todas estas obras me trazem. Foi mais do que uma leitura, foi uma revelação.

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