”Grandes Esperanças” – Relatório de leitura

24

A imagem veio daqui.

Como foi gostoso de ler! Claro que dada a minha doença, para a qual este livro foi uma distração agradável, já era de se esperar. Não posso esquecer que o anterior foi “Berlin Alexanderplatz”, então qualquer coisa depois seria obviamente mais leve.

Penso que neste caso o dilema de assistir ou não a alguma das suas adaptações cinematográficas é indiferente, pois a leitura é um prazer à parte. Mesmo porque nenhuma é totalmente fiel à fonte. Sempre existe uma diferençazinha aqui e outra ali. Ou seja, os filmes não são spoiler do livro.

Na trama existem clichês. Tem “a pobre menina rica”, o “rapaz pobre que se apaixona pela menina rica”, a irmã que funciona como “madrasta malvada”, o órfão e finalmente a “fada madrinha”. Nada disso me incomodou, porque quando percebi que seria assim, decidi mergulhar totalmente na história e comprar todas as suas premissas.

O vocabulário é simples, então não precisa ler com um dicionário do lado. E além de não ser rebuscado, não é longo. Não encontrei grandes dificuldades durante a leitura. É um livro fácil com uma história simples. E só!

”Grandes Esperanças” – Nota de Conclusão

Fazia tempo que eu não lia uma história assim, bem estilo novelão. Romântica até o fim!

Devo confessar que “Grandes Esperanças” foi uma lufada de ar fresco depois de “Berlin Alexanderplatz”, o que tornou a leitura bem mais prazerosa.

Entretanto, por não estar mais habituada com este tipo de literatura, algumas reviravoltas da trama me soaram “amexicanadas” demais, difíceis de engolir, mas mesmo assim a história continua boa.

Acho que uma das coisas mais interessantes sobre o livro é a vingança que um dos personagens planeja contra o sexo masculino, a qual eu não posso comentar sem dar spoiler, então voltarei a ela mais tarde.

Fora isto, preciso comentar que terminei este livro muito rápido. Acho que a leveza do tema, bem como a clareza e universalidade do texto de Dickens cooperaram para isto, uma vez que trata-se de uma obra bem mais antiga que a de Döblin.

Sem mais delongas, posso dizer que a leitura deste livro foi ultra prazerosa. Só me fez bem!