“Livro do Desassossego” – Nota de Conclusão

pessoa2

Acabou. Ou não?  Explico: o mergulho proposto por Pessoa deixa marcas indeléveis na nossa forma de perceber o mundo. Uma chuva caindo ao final da tarde, não é apenas “uma chuva caindo no final da tarde”, ela passa a ser também todas as sensações que evoca. Tudo isto graças ao caráter extremamente sensível de Fernando Pessoa, o qual nos convida a uma espécie de reflexão amorosa sobre o ato de desfrutar a experiência da existência.

Há sempre um algo mais. E esta ânsia por este algo mais, por esta sensação, por esta emoção e por este sentido, não seria de certa forma o próprio motor propulsório de toda a criação do intelecto? De todo o seu expirar e respirar? Neste sentido, Pessoa quis insinuar de forma sutil, que todos os momentos são importantes, sem restrição, e que todos eles nos comunicam algo que pode à partir de uma elaboração mais cuidadosa nos fazer chegar as profundas e misteriosas verdades que cercam o existir

Isto me fez chegar a uma epifânia. A de que de certa forma este blog também é o meu “Livro do desassossego” pessoal. Minha busca por um sentido mais profundo através das sensações que todas estas obras me trazem. Foi mais do que uma leitura, foi uma revelação.

blog

Quando Fernando Pessoa fez a Coca-cola ser proibida em Portugal.

pessoacola3

Se não tivesse entrado para história como um dos maiores poetas em língua portuguesa, Fernando Pessoa ainda assim talvez tivesse assegurado seu lugar na posteridade como um dos piores casos de fracasso no meio publicitário mundial.

Estima-se que a parte do Livro do desassossego creditada a Bernardo Soares tenha sido escrita entre a segunda metade da década de 20 e durante os 30. Foi nesta época que o poeta entregou-se a um empreendimento ousado na época. Junto com seu amigo Manuel Martins da Hora fundou a primeira agência de publicidade de Portugal, a Empresa Nacional de Publicidade. Segundo consta, foi o próprio Pessoa quem deu entrada na papelada do negócio.

A publicidade ainda engatinhava naquele tempo em comparação a hoje em dia. Para abrir o negócio contavam com o capital social da empresa americana General Motors, mas a parceria acabou não vingando. Mesmo assim, tempos depois Manuel Martins conseguiu tornar-se o representante português da agência internacional de publicidade John Walter Thompson e manteve Pessoa como colaborador.

Em 1928, Carlos Eugênio de Almeida, chefe de Fernando, tornou-se o agente português da conta da Coca-Cola na JWT, e encarregou o poeta de criar a primeira propaganda da marca. Para tanto Pessoa criou o primeiro slogan da marca: “Primeiro estranha-se. Depois, entranha-se”.

Todavia o Diretor de Saúde de Lisboa, o médico e professor Dr. Ricardo Jorge não aprovou a ousadia do trocadilho do poeta, o qual considerou uma descrição perfeita do modo como o organismo se viciava em drogas.

Para ele o slogan pessoano expressava uma alusão à toxicidade do derivado de coca, ou seja, fazia apologia às drogas. Ele ficou tão alarmado que não apenas ordenou o confisco imediato do produto, como mandou atirar tudo ao mar, e proibiu totalmente a introdução do produto no mercado português.

A proibição vigorou por décadas e foi apenas em 1977, quase cinquenta anos depois que a Coca-Cola teve enfim o seu debut em terras lusas. Mas a essas alturas o malfadado slogan de Pessoa já havia sido totalmente esquecido.

O desassossego da profundidade em Fernando Pessoa.

O exercício de ler o “Livro do Desassossego” pede uma boa dose de concentração. Ao tratar-se, por assim dizer, de uma biografia sem fatos e, portanto, sem uma linha cronológica de acontecimentos.

Algumas vezes você vai encontrar a descrição, digamos, de uma tempestade batendo ameaçadoramente contra as janelas do escritório onde trabalha Bernardo Soares. No momento seguinte ele dirige-se a outro assunto, destila aforismos os mais complexos possíveis e depois volta com um comentário sobre as pessoas caminhando pela rua.

Quanto ao primeiro e ao terceiro tipos de trechos, tudo bem. O problema são os aforismos. Primeiro ele os deslinda com simplicidade, depois os apura com uma percepção surreal, e vai além, muito além do que qualquer um iria. Nesses momentos, não dá para simplesmente continuar a leitura.

Várias vezes deixei o livro de lado, para poder desfrutar, ou unicamente pensar no que havia acabado de ler. Difícil.

No dia-a-dia me deparava com alguma notícia sobre política, religião, filosofia ou artes que me remetia a Pessoa. E eu voltava para lá, morrendo de saudades de seus pensamentos, de onde ele me levou. Querendo conviver apenas com pessoas que fossem clones dele.

Tanto meme trash no Facebook, notícias horrorosas nos jornais, tantos desapontamentos com tudo, e eu tendo o privilégio de ler Fernando Pessoa.

Graças a ele pude pairar acima de tudo isso por alguns instantes. Encontrar paz, entendimento, sentido. Voltar a ter fé no ser humano. Vejo possibilidades, e por mais pessimista que seja seu ponto de vista, permito-me sonhar. Um mundo onde viveu uma mente que pode adicionar-me tanto, não pode estar totalmente perdido. Mário Quintana tinha razão quando disse: “Quem escreve um poema salva um afogado”.

Lembro-me de ler certo trecho e ter a necessidade de ir até a janela. Respirar. O peito doía em uma angústia boa. Até hoje dói um pouco. O título “Desassossego” não é gratuito. Ele consegue criar um desassossego em nós. E quem disse que isso é ruim?

“Livro do Desassossego” – Fernando Pessoa

Aqui você encontra todos os textos sobre a obra em questão:

Nota de Início – Impressões e considerações pré-leitura.

Nota de Conclusão – Impressões e considerações pós-leitura.

Relatório de Leitura – Um diário de leitura, com as dificuldades e particularidades da leitura de cada livro. O meu dia-a-dia com o livro e com a experiência de sua leitura.

Guia de Leitura – Dicas para facilitar a leitura, o entendimento da trama, e a melhor assimilação da obra.

“Livro do Desassossego” – Nota de Início

pessoa2

Desde que entrei na sexta série, morro de vontade de ler este livro! Tive um professor de literatura que era louco (alucinado mesmo!) por Fernando Pessoa. Ele sempre falava dos heterônimos, da genialidade e de como uma só vida não podia abarcar toda a complexidade e riqueza daquele ser.

Falava também do fato de o bardo muitas vezes escrever em pé, tamanha a volúpia mental e emocional que o acometia quando se dedicava poesia. Ele era poeta e nutria um amor profundo pelo ofício, portanto, às vezes, ao falar de Pessoa faltava-lhe ar.

Ele falava com tanta paixão, com tanta certeza, que esta mesma se derramava e nos contaminava a todos a cada uma de suas aulas. Ansiávamos por elas.

Penso ser melhor assim: é necessário um poeta e escritor, para dar aula de literatura! Alguém que encare a matéria, não como matéria, mas como objetivo de vida. O mesmo se aplica às demais.

Apesar de muito fã de “Mensagem”, ele um dia nos falou sobre o “Livro do Desassossego”. De como Pessoa havia escrito um livro sobre a existência. Sobre aquilo que acontece entre os eventos, aqueles espaços de iminência aos quais não damos tanta bola.

Existe uma riqueza incalculável naqueles momentos que só você desfruta.  Um pôr-do-sol, uma vista bela (ou não), um som, uma sensação, um pequeno estado de lucidez que te proporciona a prosaicalidade da sua vida.  E você mesmo pensa: Poxa! Poderia escrever sobre isso! Só que não há uma história… é só um momento! E mesmo na impossibilidade de traduzi-lo em um registro coerente, todos vemos a preciosidade dessas horas.

Não é o milagre do acontecimento da vida que o detinha nesse livro, é o desassossego que germina entre um episódio e outro, estes espaços, essa incoerência da essência, que de tão pura contagia à todos. Mal posso esperar para ler!

Próxima descoberta: “Livro do Desassossego”.

Michelangelo Buonarotti e o Grupo de Laocoonte – Uma história de genialidade, sensibilidade, coincidências e suspeitas.

gmm20150321_behance_laocoonte09

O Grupo de Laocoonte. A imagem veio daqui.

Como faço as pesquisas para os posts dos livros concomitantemente com a sua leitura, ganho tempo para a produção textual do blog, mas com “Eneida” algo curioso aconteceu. Como em um simples levantamento acabei encontrando todas as informações necessárias, posterguei qualquer busca mais elaborada sobre as palavras que compõem o seu glossário e rol de personagens. Foi assim que compreendi a dificuldade dos escavadores do túnel de metrô de Atenas durante as Olimpíadas, e dezenas de outras cidades que encaram a modernidade ostentando ainda um passado milenar. A cada página lida, um manancial de histórias. Cada personagem tornou-se um tesouro, e o primeiro deles foi Laocoonte.

Bastou recomeçar a investigação após ler a epopéia, para deparar-me com dezenas de assuntos e curiosidades que poderiam vir a se tornar posts no blog. Esta é uma delas, os fatos por trás da descoberta da estátua que retrata o momento que Laocoonte e seus filhos são atacados pelas serpentes enviadas por Apollo. Cena descrita por Virgílio nos capítulos iniciais de “Eneida”.

plinio o velho

Trecho da obra de Plínio em latim que cita a escultura.

“O grupo de Laocoonte” é uma peça de arte da Antiguidade Romana (data de por volta de 40-37 A.C) e permaneceu durante muitos séculos dada por perdida. É citada na obra do historiador “Plínio, o velho”, e seu último paradeiro conhecido foi o palácio do Imperador Romano Tito. Foi então que quase 1.400 anos depois ela reapareceu.

O Inacreditável

Um belo dia, um dos maiores gênios da humanidade, tinha feito uma pausa nos seus trabalhos habituais para desfrutar um almoço na companhia de um amigo. Este também um nome de peso na história ocidental. Neste interim um cidadão romano veio contar-lhes que havia descoberto o que parecia ser uma escultura clássica perdida, ele a havia a encontrado durante as escavações para a reforma de sua vinha.

Só a descrição dos acontecimentos, já parece trama de filme surrealista. Como se Dalí e Buñuel tivessem roteirizado o destino. Seus personagens estão diretamente ligados aos pilares da arte renascentista e por tabela aos clássicos.

f06-vista-do-que-resta-do-segundo-piso-das-termas-de-tito-1746

Gravura: Ruínas das termas de Tito. A imagem veio daqui.

O cidadão descobridor acreditava tratar-se de uma peça grega. Como naquela época, Roma vivia um furor no revival das artes clássicas graças ao renascimento, a maioria das pessoas sabia identificar uma obra importante, já que o convívio com obras gregas como aquela escultura não era um problema nem na Itália de outrora, nem na de agora.

O tal cidadão chamava-se Felice di Fredi. Sua vinha situava-se em uma propriedade localizada na zona das antigas Termas de Tito.

O Gênio em questão era nada mais, nada menos que Michellangelo Buonarotti, responsável por algumas das mais importantes, e belas, obras de arte da história da humanidade. Entre elas o teto da Capella Sistina no Vaticano e a Estátua de Davi.

basilica_de_sao_pedro_cidade_do_vaticano_italia_82441b4e7fe124d3c4cd942e37e087e3_basilica de sao pedro

Basílica de São Pedro. A imagem veio daqui.

O amigo em questão era Giuliano Sangallo, arquiteto do Papa Júlio II. Figura de importância por sua participação em grandes obras artísticas (Basílica Della Madonna, Basílica de Santa Maria Maior e Basílica de São Pedro) e relevantes acontecimentos históricos (Foi Engenheiro Militar do Papa, quando este encampou várias batalhas durante seu pontificado, principalmente para deter o domínio francês no território italiano).

Após o relato, ambos dirigiram-se imediatamente à vinha. Ao chegar lá, Michelangelo e Giuliano prontamente reconheceram a escultura. Ela estava quebrada em cinco pedaços, e impressionou Buonarroti pela qualidade do mármore esculpido e por sua influência helenística. Alguns dias depois Sangallo, o arquiteto, foi quem comunicou diretamente ao Papa a descoberta, que ato contínuo comprou a escultura por 4.140 ducados, e levou-a para o Palácio Belvedere no Vaticano. Além dos ducados, Felice foi recompensado com uma pensão vitalícia de 600 ducados anuais e teve o seu papel na descoberta referenciado em seu túmulo.

O Braço Quebrado.

Contudo a escultura, apesar de muitíssimo bem conservada para seus 1.400 anos, estava danificada, pois faltava um dos braços da figura que representava Laocoonte.

Uma espécie de concurso/banca, com grandes artistas da época, foi convocada pelo Papa Júlio II para definir qual deveria ser a posição original do braço na escultura. Rafael Sanzio, um dos grandes nomes do renascimento presidiu o júri. Até Bernini deu seu palpite. Entre as hipóteses, a de maior consenso (e escolhida) foi a de que o braço estaria esticado e Laocoonte reagindo ao ataque das serpentes enviadas por júpiter para matar a ele e seus filhos castigando-os por sua ousadia de atirar uma lança contra o Cavalo de Tróia.

Laocoonte e seus filhos - Intelectual - Kahlmeyer

Versão da estátua com o braço esticado. A imagem veio daqui.

Vários estudos de proporção e harmonia foram usados como argumento. Mesmo como voz solitária, Michelangelo insistia que a imagem tinha o braço flexionado, mas foi voto vencido. A escultura foi “refeita” e um braço esticado foi adicionado a ela.

Em 1957, cinco séculos depois, o braço da escultura foi encontrado e tinha a exata posição que Michelangelo previra: estava atrás da cabeça e flexionado para trás. Seria esta conclusão fruto da pura sensibilidade de um gênio?

Laooconte Guerra e Paz.

O Grupo de Laocoonte acabou se transformando em uma importante referência artística para a Europa e o ocidente, sendo, portanto motivo de cobiça de outros países, em detrimento ao Vaticano, nos séculos seguintes.

Durante o Quinto Concílio de Latrão, quando o Papa Leão X assinou diversos tratados para regularizar a Igreja Católica, encerrar o cisma do ocidente, e expurgar de vez o fantasma do antipapa, uma das exigências de Francisco I Rei da França para concordar com os termos do Vaticano para a reunificação do pontificado foi a de que o Grupo de Laooconte passaria a pertencer à França.

P1000147

Escultura de Baccio Bandinelli. A imagem veio daqui.

Mas como o Papa também era amante da arte clássica (mais um!) descumpriu o tratado e ao invés de enviar o Grupo, encomendou ao escultor Baccio Bandinelli uma cópia (com o braço esticado) a ser enviada para a França. Esta cópia acabou sendo a base para uma série de versões menores em bronze que circulam o mundo.

NAPOLEÃO-BONAPARTE.JPG

Napoleão Bonaparte. A imagem veio daqui.

Quando conquistou a Itália em 1799, Napoleão Bonaparte deu cabo ao desejo francês de possuir o grupo de Laocoonte, e com toda a pompa e circunstância levou finalmente a estátua para o museu do Louvre em Paris como espólio de guerra.

Depois da queda de Bonaparte a estátua foi restituída ao Vaticano em 1816, como um gesto de gentileza e diplomacia do governo Inglês, que encerrou as pilhagens napoleônicas e deu a estátua o seu lar derradeiro.

Controvérsias e “Lenda Urbana”.

Uma lenda surgiu depois da descoberta da estátua. Ela diz que Michelangelo, ansioso por ajudar sua família que passava por problemas, esculpiu ele mesmo uma versão da estátua baseada nos relatos de Plínio. E como ainda não era reconhecido como hoje, forjou a sua descoberta para assim aumentar o valor da obra de arte.

Depois de esculpir, fragmentou a estátua em vários pedaços e enterrou ele mesmo em local insuspeito (as antigas termas), associou-se a Felice di Fredi e combinou o dia e horário da “descoberta”, quando estaria casualmente almoçando com seu amigo e junto a ele referendaria a autenticidade da peça.

Segundo a lenda Michelangelo, não teria sido tão influenciado pela estátua como dizia, pois havia sido ele mesmo o autor da obra. Algumas fontes no passar dos séculos, fazem menção ao fato da obra, apesar de possuir fortes elementos gregos, também materializar todos os ideais da própria escultura renascentista, como a virilidade, a naturalidade, a força, a nobreza e a humanidade.

Durante toda a sua existência, o império romano sempre rivalizou com outras civilizações que lhe eram superiores em produção artística e cultural, como os gregos, os egípcios, os persas e os árabes.

Até o renascimento eles foram (por seu ímpeto e sucesso militar) os “brucutus” da antiguidade, os emergentes em termos de arte. Sendo assim, a ânsia de ter obras que demonstrassem a sua superioridade, ou qualquer indício de supremacia histórica sobre povos rivais antigos era muito bem vinda.

hrzgal.sistine

Capela Sistina – Vaticano. A imagem veio daqui.

Ciente disso o Papa Júlio II era um entusiasta das artes. Queria levantar a bola do império romano e demonstrar o “conteúdo” dos compatriotas. A notícia de uma descoberta desta magnitude certamente chamaria a atenção do Papa e este não pouparia esforços para adquirir a peça (como de fato o fez). Apesar de para termos de comparação tratar-se de uma escultura grega, ainda assim os romanos teriam a sua glória por a terem resgatado e saírem dessa história como guardiões, descobridores e entusiastas das artes, uma posição mais almejada do que a de meros conquistadores ou destruidores do patrimônio alheio.

Conta ainda a lenda que a certa altura dos acontecimentos, o Papa desconfiou da tramóia de Michelangelo, e que a banca era apenas um subterfúgio para descobrir a verdade, ou validar de uma vez por todas a autenticidade da obra.

Dizem que logo após a banca, o Papa ciente da tramoia de Michelangelo, optou por permitir a autenticação da escultura. Apaixonado e impressionado pela capacidade do artista, desta data em diante tornou-se seu principal patrocinador, contratando-o para entre outras obras o seu próprio e monumental mausoléu, o qual atestaria para a eternidade a supremacia da arte e do pensamento romano. A descoberta posterior do braço, na exata posição relatada por Michelangelo aumentou as especulações em torno da lenda de que havia sido ele mesmo o autor da obra.

Testes posteriores na estátua mostraram que seu mármore não era grego, e sim italiano. Outro teste aventou a possibilidade dela ter sido esculpida no século I ou II AC.  Assim como alguns estudos apontam que trata-se de uma versão romana de uma escultura em bronze de 140 AC.  Mesmo assim, a maioria das referências tratam a estátua como sendo do trio de escultures da ilha de Rodes: Agesandro, Atenodoro e Polidoro. Ou seja, detalhes importantes da obra continuam desconhecidos, bem como a data exata da peça original.

Embora este seja um blog de literatura clássica, abro aqui um espaço para especulação à la revista “Contigo” e congêneres:

E você? O que acha? Coincidência? Malandragem? Mão do destino? Especulação? Ou prova da sensibilidade incontestável de um gênio?

Fontes:

http://www.raulmendessilva.com.br/brasilarte/temas/laocoonte.html

http://turismoemroma.com/museu-do-vaticano-laocoonte-michelangelo/

http://www.todasasmusas.org/03eneias_tavares.pdf

http://penelope.uchicago.edu/Thayer/L/Roman/Texts/Pliny_the_Elder/36*.html